Frio na Terra — e o profundo brancor em ti empilhado,
Tão, tão distante, frio na sombria sepultura!
Esqueci, meu único Amor, de ter te amado,
Cortado por ondas e o Tempo em bravura?
Agora, quando sozinha, meus pensamentos não pairam mais
Além das montanhas, naquela margem norte,
Descansando suas asas onde se cobrem de samambaias e urzais
Teu coração eternamente nobre?
Frio na Terra — e quinze Dezembros selvagens,
De colinas marrons, que derreteram na primavera:
Fiel, de fato, é o espírito da lembrança, viagens,
Depois de tanto mudar e sofrer, obtivera!
Doce e jovem amor, perdoa-me, se eu te esqueço,
Enquanto a maré do mundo ao fundo me leva;
Outros desejos e esperanças que desconheço,
Cercam e obscurecem, mas não te consomem em treva!
Nenhuma luz posterior iluminou meu paraíso,
Nenhuma segunda manhã nasceu para mim;
Toda a minha felicidade... Em ti, minha vida, deslizo,
Toda a minha felicidade contigo encontrou o fim.
Mas, quando pereceram os dias de sonhos dourados,
E até o Desespero foi impotente para destruir,
Aprendi então como o existir pode ser sim apreciado,
Alimentado, mesmo se a alegria um dia partir.
Assim, vi minhas lágrimas de uma inútil paixão —
Desprendeu meu jovem ser de tanto ansiar tua alma;
Negou, ardente, seu desejo de vivaz coração
Descendo ao meu túmulo, tão meu, meu trauma.
E, ainda assim, não ouso deixá-lo quebrantar,
Não ouso ceder à dor de uma memória gradiente;
De angústia divina, bebo fundo em meu altar,
Como poderia eu buscar um mundo vazio novamente?
Tão, tão distante, frio na sombria sepultura!
Esqueci, meu único Amor, de ter te amado,
Cortado por ondas e o Tempo em bravura?
Agora, quando sozinha, meus pensamentos não pairam mais
Além das montanhas, naquela margem norte,
Descansando suas asas onde se cobrem de samambaias e urzais
Teu coração eternamente nobre?
Frio na Terra — e quinze Dezembros selvagens,
De colinas marrons, que derreteram na primavera:
Fiel, de fato, é o espírito da lembrança, viagens,
Depois de tanto mudar e sofrer, obtivera!
Doce e jovem amor, perdoa-me, se eu te esqueço,
Enquanto a maré do mundo ao fundo me leva;
Outros desejos e esperanças que desconheço,
Cercam e obscurecem, mas não te consomem em treva!
Nenhuma luz posterior iluminou meu paraíso,
Nenhuma segunda manhã nasceu para mim;
Toda a minha felicidade... Em ti, minha vida, deslizo,
Toda a minha felicidade contigo encontrou o fim.
Mas, quando pereceram os dias de sonhos dourados,
E até o Desespero foi impotente para destruir,
Aprendi então como o existir pode ser sim apreciado,
Alimentado, mesmo se a alegria um dia partir.
Assim, vi minhas lágrimas de uma inútil paixão —
Desprendeu meu jovem ser de tanto ansiar tua alma;
Negou, ardente, seu desejo de vivaz coração
Descendo ao meu túmulo, tão meu, meu trauma.
E, ainda assim, não ouso deixá-lo quebrantar,
Não ouso ceder à dor de uma memória gradiente;
De angústia divina, bebo fundo em meu altar,
Como poderia eu buscar um mundo vazio novamente?
- Tradução do inglês por Dimitri Vital, 2022.
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