Ó doce poesia!
Coberta assim de flores
A triste fantasia
Destoa lágrimas e amores;
Minha terna alma, enganar
Nos machucamos toda vez:
Eu não posso mais esperar
O prazer que o amor me fez.
Dê aos versos da minha lira
Uma adorável cor,
Entre a verdade e a mentira,
Encanto para a minha dor.
Deixes a nuvem escurecer
E quem veleja em meus destinos,
Escape ao enegrecer,
Para teus acentos divinos.
Sois sempre atenciosa
Para as minhas aflitivas canções;
Com uma modéstia temerosa
Envolva as minhas emoções;
Ocultar o erro flamejante
Quem perturba minha excitação:
Mas, Senhor Deus! tão errante
Saia já do meu coração!
Coberta assim de flores
A triste fantasia
Destoa lágrimas e amores;
Minha terna alma, enganar
Nos machucamos toda vez:
Eu não posso mais esperar
O prazer que o amor me fez.
Dê aos versos da minha lira
Uma adorável cor,
Entre a verdade e a mentira,
Encanto para a minha dor.
Deixes a nuvem escurecer
E quem veleja em meus destinos,
Escape ao enegrecer,
Para teus acentos divinos.
Sois sempre atenciosa
Para as minhas aflitivas canções;
Com uma modéstia temerosa
Envolva as minhas emoções;
Ocultar o erro flamejante
Quem perturba minha excitação:
Mas, Senhor Deus! tão errante
Saia já do meu coração!
- Tradução do francês por Dimitri Vital, 2022.
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